quinta-feira, 26 de junho de 2008


Caminhos principais e caminhos laterais
Tragédia: Não percebi que o texto estava ao contrário, o fim é aqui.


A Polifonia

Mas sua verdadeira pintura polifônica começa nas obras do período final de Bauhaus.. Até então ele usou a simultaneidade de ritmos e tons, verdadeira música sobre telas que, a partir de agora, se aprofunda no incompreensível da polifonia, aqui todas as vozes cantadas passam a ter igual importância e impossível não se perder ao tentar acompanhá-las.
Para essa criação, Klee buscou a variedade de temas no caso da pintura, frases de cor que se espalham e se sobrepõem.


“ Elementos comuns não pertence, geralmente a um único lugar; antes são colocados em nenhum lugar e em todo lugar, embutidas organicamente. “
( escrito de Klee não publicado – 1919)

O vermelho está em um ponto, cercado de outras tonalidades, ao seu lado, por de trás e adiante, além disso, ele está em outros pontos distantes e outros muito próximos, dentro de outra cor. Dessa forma, Klee cria transparências com a tinta óleo, através de pontos que confundem o olho, absorvem a visão de forma quase hipnótica, não se pode acompanhá-los. Eles são dispostos junto com as linhas em várias camadas.
Sua obra ‘ Ad Parnasum’ pode ser colocada como o cume dessa polifonia por sua riqueza de nuances e infinitas combinações. Nela são usados os quadrados de cor iniciais, o ritmo das linhas e das cores, além dos pontos aplicados com a máxima variação cromática.

Movimento final: Finale Prestíssimo

Paul Klee produziu até o fim de sua vida, e no fim dessa produção a linha, que já era representativa no inicio, passa ater uma força poética significativa, tanto através da composição rítmica quanto dos símbolos. Nesse ponto sua pintura também é relacionada à música, mas não somente em sua forma pura da música pela música, mas engloba vários aspectos da humanidade e da vida, e as unem de forma orgânica e harmônica. Ponto em que a dualidade da natureza resume o equilíbrio das partes, o cânon da totalidade.







Bibliografia

PAUL KLEE PAINTING MUSIC – Hajo Düchting, editora Prestel, Nova Iorque
KLEE, HIS LIFE AND WORK – G. di San Lazzaro, editora Thames Hudson, Londres
DIÁRIOS DE PAUL KLEE _ Editora Martins Fontes.
PAUL KLEE­ – CONFIÇÃO CRIATIVA

O Exemplo de Bach: A Fuga

É em sua teoria da forma que Klee diferencia o o estrutural do individual. Sendo o primeiro o que caracteriza a unidade do conjunto, auiqilo que na forma musical da fuga é representado pelo tema que se repete do compaço inicial ao fim do movimento, o que prende a atenção dos ouvidos e que Klee usa para prender o olhar num primeiro momento. O segundo, o individual, é o que representa as variações, as partes isoladas que são combinadas com a parte estrutural parar garantir o máximo de diversidade rítmica e melódica, aquilo que manterá o ouvido atento durante todo o movimento, é também aquilo que Klee usa para manter o olhar sobre a tela.
Tentar decifrar a condensação de vozes ou formas, sons ou cores, passa a ser uma tarefa sobre-humana. A obra de arte passa a se mostrar assim como a natureza, complexa e incompreensível, e por isso, de beleza superior.
E é nesse conjunto de individual e comum que Klee baseia seu trabalho a partir dessas reflexões, e de variadas formas de acordo com seu desenvolvimento. Por exemplo, ele utilizou em várias composições partituras, associando as alturas das notas às cores, os compassos geravam gráficos de ondulação rítmica. Trechos de partitura eram comuns no meio de suas anotações de Bauhaus, em seu diário há melodias escritas sobre impressões que ele tem de pessoas e lugares. Esses estudos se mostram explícitos na duas ultimas cartas didáticas à Bauhaus.

Fantasia Cromática

A cor em especial exercia uma força grandiosa sobre Klee:

“A cor me possui. Eu e a cor somos um. Sou pintor" ( diário II )

Chegou a desenvolver sua teoria da cor, na qual divide infinitas tonalidades em algo como um plano cartesiano tridimensional, comparado com o globo terrestre. Klee coloca o branco e o preto nos pólos, como dia e noite, luz e não-luz, então o espectro das cores forma círculos em torno do equador, onde diferentes movimentos ocorrem, tanto na vertical, escurecendo a cor ou a iluminando, como na horizontal, em movimento circuncêntrico que funde as cores e no qual tem grande importância a vibração da cor juntamente com sua complementar.
Aqui seus estudos de cor com a aquarela entregam os resultados. Eles se baseiam na sobreposição de camadas transparente de cor sobre variantes do negro até o branco e das cores sobre cores, para usar as próprias cores pra gerar sombras e volumes através da sobreposição de complementares que gera níveis cinzas impuros, isso fez até chegar em um ponto no qual ele não precisasse mais usar a natureza como padrão, poderia improvisar em seu teclado de cores .


A gradação de cores faria parte do rítmo da imagem, juntamente com o uso de elementos gráficos dispostos em determinados intervalos e variados tamanhos.
Os quadrados de cor, composições de váris formas geométricas retangulares, são grande parte de sua produção em Weimar. Nelas está o ritmo das cores, no qual de forma harmônica, é criada uma unidade através da associação de cores medidas em ritmo de linhas geometrizadas. Procurar essa harmonização, que o olho busca por si só, é para Klee, a dimensão tempo na pintura, elemento que a aproxima da música.

O Rítimo

Durante o período em que Paul Klee viveu era grande número de artistas que buscavam a sinestesia de cores e sons e eram muitas as pesquisas sobre as relações entre música e artes plásticas. Schoenberg, Goethe, Kandinsky, Delunay, nomes em diferentes áreas de atuação artística escreveram sobre, sendo o último mencionado uma grande influência sobre o trabalho de abstração de Klee. Delunay escreve uma teoria do ritmo e nela diz que o rítimo é múltiplo na natureza, e que a arte deve imita-la parar alcançar a mesma sublimidade, o sincronismo de ações na pintura enfrenta a questão temporal da arte. Nesse caso Klee sempre diz que o tempo deve ser eliminado (uma frase polifônica de cinco segundos pode passar muito mais sensações e diversos sentimentos do que uma solitária melodia de dez minutos).
O trabalho de Delunay foi importante para que Klee explorasse mais a abstração e seus estudos de sobreposição de cores. Entretanto, para Klee, somente o estudo das cores e suas possíveis sinestesias não eram suficientes, muito unidimensionais, eram necessárias as dimensões de espaço e tempo.

Desenvolvimento

Até o fim da primeira década do século vinte o trabalho de Klee era desconhecido,é depois de sua entrada no Blue Rider que seu trabalho é ressaltado no meio artístico em exposições da época.
Mas o período que marcou sua produção começa em 1921, quando ingressa como professos na escola Bauhaus, em Weimar. Lá, Klee contribuiu com vários escritos sobre arte, usou o tempo em que lecionou para refletir sobre seu próprio trabalho, sendo sua teoria da forma uma das maiores contribuições.

domingo, 22 de junho de 2008


A Pintura de Paul Klee e a Música


Prelúdio

O contato de Paul Klee com a música começou bem cedo, dentro de sua própria família, assim com seu primeiro contato com o desenho e o fantástico através das ilustrações que sua avó fazia sobre os contos de fada. Logo seria impossível a dissociação desses dois meios para sua construção artística, estavam enraizados em sua infância.
Bach e Mozart são seus dois grandes mestres, mais importantes até mesmo do que os grandes nomes da pintura pendurados no Louvre. Então, por que Klee escolhe a pintura como meio de expressão? Porque para ele, os tempos de ouro da música haviam passado e a música do século XIX representava uma decadência, cheia de academicismo e sem pesquisa poética. Logo, ele devia fazer nas artes plástica o que bach e Mozart fizeram na música. Transcrever o contraponto bachiano e a dualidade infernal e celestial de Mozart para as ates plásticas.


“Meu conhecimento voltou a se aprofundar graças às repetidas execuções da música de Bach. eu nunca havia experimentado sua música com tanta intensidade, nem me identificado tanto tão intimamente com ele. Que concentração! Que enriquecimento solitário e último!”
(Diário IV, n.1124)

“Se classificarmos a essência de Mozart como uma mistura do demoníaco, da sagacidade e sensibilidade, então, assumiremos uma genuína relação entre o músico Mozart e o pinto Klee.”
“Tudo que é demoníaco deve ser fundido com tudo que é celestial. O dualismo não deveria ser tratado como tal, mas como um todo complementar. A verdade requer que todos os elementos sejam considerados – A obra de arte como uma fusão de todos eles.”
( Brief na die Familie 1893- 1940, vol. 2: 1907-1940, Cologne, página 873)



Mas como ele realizaria tal proeza ainda não era certo no início seus estudos.
Klee estudou desenho meticulosamente, cursou anatomia, pesquisou profundamente as cores através da aquarela, conquistou uma paleta virtuosa, afinou seus instrumentos até que ficassem extremamente precisos para sua composição poética.
Além disso, a literatura exerceu forte influência sobre ele, especialmente os escritos gregos. O gosto pela escrita fez com que ele contribuísse com ensaios e análizes artísticas tanto n escola Bauhaus,onde lecionou, como em revistas.
Tenho lido tudo o que encontro sobre ele, e recomendo seus diários ( competem até com ótimas literaturas com que já tive contato) .



- texto por mim-

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Desculpem-me os erros ortográficos.

Comemorei a sexta-feira 13...agora estou de volta.


Criei esse blog depois de meia garrafa solitária de vinho, agora que me lembrei dele postarei textos legais em breve ( melhor, em fusas).

Enfim, que visitar essa página está convidado a conhecer Emilie Autum, uma violinista não convencional.








quinta-feira, 12 de junho de 2008

Expressionismo

Estou ouvindo Schoenberg e lendo sobre o expressionismo alemão. Música e artes plásticas buscando algo muito além do que entreternimento, buscando a expressão do interiorem relação ao mundo aflitivo que tudo rodeia.

Desculpem-me s impressionistas ( amo Debussy e Renoir ), mas sinto maior força na análize feita pelo interior do que nas rasas impressões que se mostramaos cantos dos olhos....ou nas quintas dos ouvidos.