domingo, 22 de junho de 2008

A Pintura de Paul Klee e a Música


Prelúdio

O contato de Paul Klee com a música começou bem cedo, dentro de sua própria família, assim com seu primeiro contato com o desenho e o fantástico através das ilustrações que sua avó fazia sobre os contos de fada. Logo seria impossível a dissociação desses dois meios para sua construção artística, estavam enraizados em sua infância.
Bach e Mozart são seus dois grandes mestres, mais importantes até mesmo do que os grandes nomes da pintura pendurados no Louvre. Então, por que Klee escolhe a pintura como meio de expressão? Porque para ele, os tempos de ouro da música haviam passado e a música do século XIX representava uma decadência, cheia de academicismo e sem pesquisa poética. Logo, ele devia fazer nas artes plástica o que bach e Mozart fizeram na música. Transcrever o contraponto bachiano e a dualidade infernal e celestial de Mozart para as ates plásticas.


“Meu conhecimento voltou a se aprofundar graças às repetidas execuções da música de Bach. eu nunca havia experimentado sua música com tanta intensidade, nem me identificado tanto tão intimamente com ele. Que concentração! Que enriquecimento solitário e último!”
(Diário IV, n.1124)

“Se classificarmos a essência de Mozart como uma mistura do demoníaco, da sagacidade e sensibilidade, então, assumiremos uma genuína relação entre o músico Mozart e o pinto Klee.”
“Tudo que é demoníaco deve ser fundido com tudo que é celestial. O dualismo não deveria ser tratado como tal, mas como um todo complementar. A verdade requer que todos os elementos sejam considerados – A obra de arte como uma fusão de todos eles.”
( Brief na die Familie 1893- 1940, vol. 2: 1907-1940, Cologne, página 873)



Mas como ele realizaria tal proeza ainda não era certo no início seus estudos.
Klee estudou desenho meticulosamente, cursou anatomia, pesquisou profundamente as cores através da aquarela, conquistou uma paleta virtuosa, afinou seus instrumentos até que ficassem extremamente precisos para sua composição poética.
Além disso, a literatura exerceu forte influência sobre ele, especialmente os escritos gregos. O gosto pela escrita fez com que ele contribuísse com ensaios e análizes artísticas tanto n escola Bauhaus,onde lecionou, como em revistas.
Tenho lido tudo o que encontro sobre ele, e recomendo seus diários ( competem até com ótimas literaturas com que já tive contato) .



- texto por mim-

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