"A arte é, em seu estágio mais elementar, uma simples imitação a natureza. Mas logo se torna imitação num sentido mais amplo do conceito, isto é, não mera imitação da natureza exterior, mas também da interior. Em outras palavras: não represeanta, simplesmente, os objetos ou as circunstâncias que produzem a sensação, senão, antes de tudo, a própria sensação, eventualmente sem consideração ao "que", "quando" e "como". E a posterior conclusão acerca do objeto externo, provocador da impressão, reduz-se à causa de sua insignificante presença imediata. Em seu nível mais alto, a arte ocupa-se unicamente, em reproduzir a natureza interior. Nesse nivel, a conclusão quanto ao motivo exterior é quase de uma insuficiencia indubidável. E, em todaos os níveis, a imitação do modelo, da sensação ou do conjunto de sensações, é apenas de uma precisão relativa: por um lado, pelas limitações de nossa capacidade, e, por outro _ consciente ou inconscientemente _, porque o material da reprodução é diferênte do material ou materiais da causa. Assim que por exemplo, pode ocorrer a reprodução das sensações visuais ou táteis com o material próprio das sensações auditivas."
Expressionista o texto de Arnold Schoemberg.....
....O texto está no Hamonielehre, numa parte que discorre sobre consonância e dissonância, uma explicação filosófica da série dos harmonicos.
"O material da música é o som, o qual atua diretamente sobre o ouvido. A persepção sensível provoca associaões e relaciona o som, o ouvido e o mundo sensorial. Da ação conjunta destes três fatores depende tudo o que em música existe de arte. Embora a impressão artística, semelhante a um composto químico que possua qualidades diferentes dos elementos que o compõem, tenha, tenha peculiariedades diversas das que possuem os componentes,é legitimo, na análise do conjunto, examinar, para determinados fins, certas qualidades dos membros integrantes. Afinal, também o peso atomico e a valência dos elementos simples permitem permitem uma conclusão sobre o peso molecular e a valência do composto. Talvez seja insustentável querer de um só dos componentes, por exemplo, do som tudo o que constitue a física da harmonia. Algumas peculiaridades, todavia, poderiam ser deduzias assim, dado que o ouvido possui uma disposição específica para para recepção do som que se correspomde com a disposição mesma do som, com uma parte concova se correspomde a uma parte convexa." ...
... o texto segue sobre as leis naturais e a tentativa da arte de imitá-las, com os modos eclesiásticos, com a escala diatônica, a cromática e o depois disso, com analogias interessantíssimas e até mesmo cômicas. Ainda acredito que esse é um livro para iniciantes, não só iniciados.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Pedacinho da monografia de André Gomes da faculdade de música da UFMG sobre a Teoria dos Afetos...É sempre bom falar sobre o discurso musical barroco, o quanto se descobre é interessantíssimo!
"A retórica deixou de ser uma disciplina hermética reservada somente para alguns estudiosos, tornando-se um elemento fundamental da cultura geral. Com a chegada do Humanismo na Renascença (final do século XIV), as fortes mudanças intelectuais fizeram com que a conexão entre a música e a retórica fosse inevitável. A música tornou-se mais humana, ligada a princípios de comunicação próprios da oratória como: o inventio (invenção), dispositio (disposição, organização), e decoratio (ornamentação). Neste período, a matemática da música transformou-se na retórica da música. O redescobrimento em 1416 da obra Institutio Oratoria , de Quintiliano, proporcionou uma das fontes primárias sobre a qual sustentou-se a união entre a música e a oratória."
"A retórica deixou de ser uma disciplina hermética reservada somente para alguns estudiosos, tornando-se um elemento fundamental da cultura geral. Com a chegada do Humanismo na Renascença (final do século XIV), as fortes mudanças intelectuais fizeram com que a conexão entre a música e a retórica fosse inevitável. A música tornou-se mais humana, ligada a princípios de comunicação próprios da oratória como: o inventio (invenção), dispositio (disposição, organização), e decoratio (ornamentação). Neste período, a matemática da música transformou-se na retórica da música. O redescobrimento em 1416 da obra Institutio Oratoria , de Quintiliano, proporcionou uma das fontes primárias sobre a qual sustentou-se a união entre a música e a oratória."
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Esse é o texto postado em P.Q.P. Bach tempos atrás na postagem da Paixão segundo João... E P.Q.P. Bach é um blog que recomendo a todos.
http://pqpbach.opensadorselvagem.org/
Truffaut criou a categoria dos Grandes Filmes Doentes. A definição desta categoria está no parágrafo a seguir. Na minha opinião, ela serve à Paixão Segundo São João, nitidamente inferior à São Mateus, mas preferida por mim e outros. Na explicação de Truffaut, troquei as palavras relativas ao cinema por outras relativas à música. Por exemplo, troquei filme por obra ou música, diretor por compositor, cinefilia por melofilia, etc. Com a palavra criminosamente alterada, deixo-vos com François Truffaut:
“Abro um parêntese para definir rapidamente o que chamo de uma “grande obra doente”. Não é senão um obra-prima abortada, um empreendimento ambicioso que sofreu erros de percurso. Esta noção só pode aplicar-se, evidentemente, a compositores muito bons, àqueles que, em outras circunstâncias, demonstraram que podem atingir a perfeição. Um certo grau de melofilia encoraja, por vezes, a preferir, na obra de um compositor, sua grande música doente à sua obra-prima incontestada. Se se aceita a idéia de que a perfeição chega, na maior parte das vezes, a dissimular as intenções, admitir-se-á que as grandes músicas doentes deixam transparecer mais cruamente sua razão de ser. Diria, enfim, que a “grande música doente” sofre geralmente de um extravasamento de sinceridade, o que paradoxalmente a torna mais clara para os aficionados e mais obscura para o público, levado a engolir misturas cuja dosagem privilegia o ardil de preferência à confissão direta.”
http://pqpbach.opensadorselvagem.org/
Truffaut criou a categoria dos Grandes Filmes Doentes. A definição desta categoria está no parágrafo a seguir. Na minha opinião, ela serve à Paixão Segundo São João, nitidamente inferior à São Mateus, mas preferida por mim e outros. Na explicação de Truffaut, troquei as palavras relativas ao cinema por outras relativas à música. Por exemplo, troquei filme por obra ou música, diretor por compositor, cinefilia por melofilia, etc. Com a palavra criminosamente alterada, deixo-vos com François Truffaut:
“Abro um parêntese para definir rapidamente o que chamo de uma “grande obra doente”. Não é senão um obra-prima abortada, um empreendimento ambicioso que sofreu erros de percurso. Esta noção só pode aplicar-se, evidentemente, a compositores muito bons, àqueles que, em outras circunstâncias, demonstraram que podem atingir a perfeição. Um certo grau de melofilia encoraja, por vezes, a preferir, na obra de um compositor, sua grande música doente à sua obra-prima incontestada. Se se aceita a idéia de que a perfeição chega, na maior parte das vezes, a dissimular as intenções, admitir-se-á que as grandes músicas doentes deixam transparecer mais cruamente sua razão de ser. Diria, enfim, que a “grande música doente” sofre geralmente de um extravasamento de sinceridade, o que paradoxalmente a torna mais clara para os aficionados e mais obscura para o público, levado a engolir misturas cuja dosagem privilegia o ardil de preferência à confissão direta.”
domingo, 17 de agosto de 2008

N.4 Canon a 2 per motum cotrarium
O tema real aparece como parte canonica mais alta numa composição que rejeita o registro do baixo. Aprimeira parte canonica é introduzida primeiro, seguida por sua exata inverssão meio compasso. Novamente, quando o tema é notado em sua diminuição entra a segunda parte acima da terceira nota.
No.3 Canon a 2Violini unissono
Aqui o tema real é usado como baixo. A segunda voz canonica segue a primeira de forma identica depois de um compasso inteiro. Assim que o tema surge com suas seminimas enta a segunda parte canonica sobre a terceira nota do tema; então as vozes canonicas parecem estar mais próxima do que no canon anterior.
N.3 representa, teoricamente, a forma mais simples de um canon a duas partes, entretanto, o cruzamento das vozes faz com que seu entendimento para a peformace seje mais difício do que o do primeiro.
Aqui o tema real é usado como baixo. A segunda voz canonica segue a primeira de forma identica depois de um compasso inteiro. Assim que o tema surge com suas seminimas enta a segunda parte canonica sobre a terceira nota do tema; então as vozes canonicas parecem estar mais próxima do que no canon anterior.
N.3 representa, teoricamente, a forma mais simples de um canon a duas partes, entretanto, o cruzamento das vozes faz com que seu entendimento para a peformace seje mais difício do que o do primeiro.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
"Os dez canons da Oferenda Musical caem em dois contrastantes grupos de cinco. No primeiro grupo o tema real aparece como um cantus firmus, acompanhado de duas vozes canonicas. No segundo gupo o próprio tema é usado como material canonico, aparecendo em ambas vozes canonicas. (...)
A estrutura contrapuntual dos canons está abaixo:
Canon Perpetuus a 2
Como todos os canon sobre o tema real, essa é uma composição a 3 partes. O tema aparece ente as duas vozes canonicas. A primeira parte canonica aparece primeiro, seguida pelo seu contraponto uma oitava abaixo depois de um compasso inteiro. Assim que o tema aparece em iminuição, com movimeto predominate de minimas, a segunda parte canonica entra sob a quinta nota do tema..
Um canon que pode ser repetido sequecialmente é chamado perpetuus. Na Oferenda Musical, somente dois canons são titulados perpetuus, entretanto, todos eles exceto três (N.6,9,12) retornamao início e merecem ser chamados perpetuus."
Esse é um pedacino do livro de Hans Theodore David sobre a Oferenda Musical de J. S. Bach. Vou postar coisinhas sobre esse canons, formas estritamente fechadas nas quais tenho quebrado a cabeça durante algumas horas. E a exatidão dos da Oferenda e principalmente a forma em que eles estão dispostos é coisa que só se entende sabendo que é obra do Mestre.
A estrutura contrapuntual dos canons está abaixo:
Canon Perpetuus a 2
Como todos os canon sobre o tema real, essa é uma composição a 3 partes. O tema aparece ente as duas vozes canonicas. A primeira parte canonica aparece primeiro, seguida pelo seu contraponto uma oitava abaixo depois de um compasso inteiro. Assim que o tema aparece em iminuição, com movimeto predominate de minimas, a segunda parte canonica entra sob a quinta nota do tema..
Um canon que pode ser repetido sequecialmente é chamado perpetuus. Na Oferenda Musical, somente dois canons são titulados perpetuus, entretanto, todos eles exceto três (N.6,9,12) retornamao início e merecem ser chamados perpetuus."
Esse é um pedacino do livro de Hans Theodore David sobre a Oferenda Musical de J. S. Bach. Vou postar coisinhas sobre esse canons, formas estritamente fechadas nas quais tenho quebrado a cabeça durante algumas horas. E a exatidão dos da Oferenda e principalmente a forma em que eles estão dispostos é coisa que só se entende sabendo que é obra do Mestre.
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